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Tipologia dos descontos

Technorati Tags: discounts Você tem que dar um desconto, … porque sou estudante. … porque sou teu vizinho. … porque sou teu compadre. … porque sou compadre do teu vizinho. … porque sou vizinho do teu compadre. … porque este é o primeiro serviço que a gente faz com você. … porque este não é o primeiro serviço que a gente faz com você. … porque a gente já é freguês. … para a gente ficar freguês. … porque a gente é amigo. … para a gente ficar amigo. … porque, da outra vez você não deu … e tem que dar agora. … porque, da outra vez você deu … e por que não vai dar agora? … porque na próxima vez você recupera. … porque é um serviço grande, vai te garantir meses de trabalho. … porque é um encaixe: você faz agora para a gente e pá-pum faturou um dinheirinho que nem estava esperando. … porque nossa empresa é pequena. … porque nossa empresa é grande. … porque nossa empresa é conhecida e vai ficar bem no seu CV. … porque é um assunto que você conhece bem e você tira essa de ...

Regulamentação da profissão

Publicado no Blogue antigo em 08/08/2012 O texto abaixo foi escrito para o SINTRABRASIL, carta bimestral do SINTRA, e publicado no número de agosto–setembro de 1997. Aqui aparece com algumas adições e atualizações, basicamente para introduzir o nome do grande Daniel Brilhante, cujo trabalho eu desconhecia na época em que o texto foi redigido, e que, por isso, foi lamentavelmente omitido, e para o fato de que o meio de publicação não é mais o SINTRABRASIL. Tudo o que escrevi — há 23 anos — ainda me parece tão válido quanto era na época. Desde a publicação inicial do texto, a nossa profissão entrou em um processo de globalização acelerada e um número cada vez maior de tradutores trabalha no mercado internacional, onde a fiscalização do exercício profissional, por qualquer órgão brasileiro que fosse, seria absolutamente impossível. Salvo se alguém for ingênuo o suficiente para pensar que uma empresa no exterior vai deixar de contratar os serviços de quem bem entenda por causa de uma carta...

São Jerônimo

Republico hoje um texto datado de 2016, apropriado para o dia do tradutor, que acho uma das melhores coisas já publicadas no meu blogue antigo. Preciso falar com o Asnaldo, a ver se volta a prestigiar e valorizar este blogue. Leiam e divirtam-se. ...oooOOOooo... Publicamos hoje um interessante texto de nosso mais novo colaborador, Asnaldo Cenossão Jr., PhD, RSVP, RFFSA sobre a história da tradução. Esperamos que seja do agrado de todos. Espero ter a chance de publicar mais textos dele em futuro próximo. APONTAMENTOS PARA UMA HISTÓRIA DA TRADUÇÃO Asnaldo Cenossão Jr., PhD, RSVP, RFFSA Eusebius Sophronius Hieronymus nasceu na cidade que os romanos chamavam Strido Dalmatiae e que, em português, segundo as regras normais de derivação, deveria chamar-se Estridonte da Dalmácia, o que é um nome horrível, para uma cidadezinha que também não deve ter sido grande coisa. A cidade desapareceu, com o que aparentemente não se perdeu muito, mas dizem que era perto de onde hoje fica Ljubljana, na...

Que porra é essa?

Porra é uma palavra extraordinária e fascinante. Sua etimologia, segundo o dicionário do Antônio Geraldo da Cunha, é obscura. Para mim, parece ser exclusivamente ibérica: existe em português, galego, catalão e até em euscaro (ou basco, como se dizia antigamente) – que é ibérico, mas nem indo-europeu é. Entretanto não parece ter correspondente etimológico nas outras línguas românicas. Em todas essas línguas, significa um objeto alongado, geralmente de madeira. Em espanhol, por exemplo, pode ser um cacete (ou cassetete) ou uma baliza, aquele objeto usado para fazer malabarismo à frente de uma banda de música. Em português, como nos ensina Bluteau . “Porra, s.f. (hoje t. obsceno) significava antigamente clava, pau com cabeça, ou peça semelhante de ferro com que se brigava, para massar as armas, onde não era fácil entrar lança.” Na verdade, parece que as porras eram armas usadas pelos clérigos, proibidos de usar armas de gume, como as espadas. Nesse sentido, usa-se hoje o diminutivo porre...

A norma culta

– Nossa, que horror, essa frase dói no ouvido! – Ué, mas por quê? – Porque não é assim que se diz. – Como “não é assim que se diz”? Se todo mundo diz assim e porque é assim que se diz! – Todomundo diz assim mas o Todomundo fala errado. Muito errado! – Mas o que manda não é o uso? – O que manda é o bom uso. – E como é que eu sei o que é o bom uso? – Ué, consulta uma gramática. – Já me deram esse conselho. Consultei a Nova Gramática da Língua Portuguesa do Pafunciano Picafumo e ele diz que esse meu uso é certo. – Mas precisa ver numa boa gramática. O Pafunciano é um analfabesta. Vai ver na Escafandrina. – Mas se cada gramático diz uma coisa, como é que eu vou saber quem está certo? – Está certo quem descreve o bom uso. – Sim, de acordo. Mas o que é o bom uso ? – O que está descrito nas boas gramáticas, claro! – Você não acha que estamos parecendo um cachorro correndo atrás do próprio rabo? – O bom uso é o das pessoas cultas. Está satisfeito, agora? – E o que é o uso das pessoas culta...

Treze truques úteis de MSWord

Não conheço ninguém que conheça todos os recursos do MSWord. Aqui vão treze dos meus truques prediletos. Espero que você aproveite. Comece a ler pela última linha, aquela que começa por (*). Depois vá para o ponto 1 e divirta-se. Aperte F8 uma vez, para selecionar uma palavra; duas vezes, para selecionar um período; três vezes, para selecionar um parágrafo; quatro vezes, para selecionar o texto todo. Shift F3 troca maiúsculas por minúsculas e vice-versa. Se você não selecionar nada, a troca vai afetar só a palavra onde estiver o cursor; se houver texto selecionado, vai afetar toda a seleção. Tem três posições: tudo minúscula, primeira letra em maiúscula, tudo em maiúscula. Mais fácil você testar em algum arquivo do que eu tentar explicar como funciona. Shift F5 volta ao último ponto de edição. Se você der o comando ao abrir um arquivo, o cursor vai para aonde você tinha parado quando fechou. Ótimo para retomar a revisão onde tinha parado. Para entender como funciona, pegue um arqu...

Eu sou o melhor

—Bom dia, Traduvaldo! Temos um servicinho para você! —Ah, que bom, Cenocélia, vocês estão precisando dos meus serviços? Em que posso ajudar? —Pois é, é um cliente novo e importante, deve vir um bocado de serviço, por aí! —Que bom, então é bom vocês já estabelecerem um bom relacionamento com um profissional que possa garantir a qualidade da comunicação, não é? —Pois é, pois é! Como esse é um serviço inicial, gostaríamos que você fizesse um precinho especial para nós. —Ah, certamente! Não vou cobrar nem um tostão acima do que cobro dos meus outros clientes nem do que vou cobrar nos próximos serviços para vocês. Não quero que, nos outros serviços, pensem que eu cotei baixo só para enganar e, depois, meti a faca. —Quanto é que você pode fazer esse servicinho para nós? É só uma propostinha, um blá-blá-blazinho, não tem nada de muito técnico. —Bom, minha taxa normal é LSD$10(*), mas, para propostas e blá-blá-blás, cobro um adicional de 20%. Sabe, propostas são uns documentos muito sér...