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Webinário grátis

Foi uma honra aceitar o convite da Universidade Autónoma de Lisboa, feito através das colegas Isabel Vidigal e Ana Saldanha, a quem agradeço, para apresentar um webinário grátis que ganhou o nome de 3P – Primeiros Passos na Profissão . Vai ser dia 3 de junho 2020, às 18 horas GMT. Lembro que o horário de Brasília é diferente e que, portanto, será às 14 horas, horário de Brasília. É uma palestra direcionada aos iniciantes e candidatos a tradutor. Se você se enquadra, espero sua presença. Clique aqui para se inscrever neste e em outros webinários voltados para nossa classe promovidos pela Universidade Autónoma de Lisboa. Tem muita coisa boa, lá.

Livrinhos do Danilo

Clique aqui para acessar a residência atual dos meus livrinhos. Todos eles grátis. Sem mutreta.

Tipologia dos descontos

Technorati Tags: discounts Você tem que dar um desconto, … porque sou estudante. … porque sou teu vizinho. … porque sou teu compadre. … porque sou compadre do teu vizinho. … porque sou vizinho do teu compadre. … porque este é o primeiro serviço que a gente faz com você. … porque este não é o primeiro serviço que a gente faz com você. … porque a gente já é freguês. … para a gente ficar freguês. … porque a gente é amigo. … para a gente ficar amigo. … porque, da outra vez você não deu … e tem que dar agora. … porque, da outra vez você deu … e por que não vai dar agora? … porque na próxima vez você recupera. … porque é um serviço grande, vai te garantir meses de trabalho. … porque é um encaixe: você faz agora para a gente e pá-pum faturou um dinheirinho que nem estava esperando. … porque nossa empresa é pequena. … porque nossa empresa é grande. … porque nossa empresa é conhecida e vai ficar bem no seu CV. … porque é um assunto que você conhece bem e você tira essa de

Regulamentação da profissão

Publicado no Blogue antigo em 08/08/2012 O texto abaixo foi escrito para o SINTRABRASIL, carta bimestral do SINTRA, e publicado no número de agosto–setembro de 1997. Aqui aparece com algumas adições e atualizações, basicamente para introduzir o nome do grande Daniel Brilhante, cujo trabalho eu desconhecia na época em que o texto foi redigido, e que, por isso, foi lamentavelmente omitido, e para o fato de que o meio de publicação não é mais o SINTRABRASIL. Tudo o que escrevi — há 23 anos — ainda me parece tão válido quanto era na época. Desde a publicação inicial do texto, a nossa profissão entrou em um processo de globalização acelerada e um número cada vez maior de tradutores trabalha no mercado internacional, onde a fiscalização do exercício profissional, por qualquer órgão brasileiro que fosse, seria absolutamente impossível. Salvo se alguém for ingênuo o suficiente para pensar que uma empresa no exterior vai deixar de contratar os serviços de quem bem entenda por causa de uma carta

São Jerônimo

Republico hoje um texto datado de 2016, apropriado para o dia do tradutor, que acho uma das melhores coisas já publicadas no meu blogue antigo. Preciso falar com o Asnaldo, a ver se volta a prestigiar e valorizar este blogue. Leiam e divirtam-se. ...oooOOOooo... Publicamos hoje um interessante texto de nosso mais novo colaborador, Asnaldo Cenossão Jr., PhD, RSVP, RFFSA sobre a história da tradução. Esperamos que seja do agrado de todos. Espero ter a chance de publicar mais textos dele em futuro próximo. APONTAMENTOS PARA UMA HISTÓRIA DA TRADUÇÃO Asnaldo Cenossão Jr., PhD, RSVP, RFFSA Eusebius Sophronius Hieronymus nasceu na cidade que os romanos chamavam Strido Dalmatiae e que, em português, segundo as regras normais de derivação, deveria chamar-se Estridonte da Dalmácia, o que é um nome horrível, para uma cidadezinha que também não deve ter sido grande coisa. A cidade desapareceu, com o que aparentemente não se perdeu muito, mas dizem que era perto de onde hoje fica Ljubljana, na

Que porra é essa?

Porra é uma palavra extraordinária e fascinante. Sua etimologia, segundo o dicionário do Antônio Geraldo da Cunha, é obscura. Para mim, parece ser exclusivamente ibérica: existe em português, galego, catalão e até em euscaro (ou basco, como se dizia antigamente) – que é ibérico, mas nem indo-europeu é. Entretanto não parece ter correspondente etimológico nas outras línguas românicas. Em todas essas línguas, significa um objeto alongado, geralmente de madeira. Em espanhol, por exemplo, pode ser um cacete (ou cassetete) ou uma baliza, aquele objeto usado para fazer malabarismo à frente de uma banda de música. Em português, como nos ensina Bluteau . “Porra, s.f. (hoje t. obsceno) significava antigamente clava, pau com cabeça, ou peça semelhante de ferro com que se brigava, para massar as armas, onde não era fácil entrar lança.” Na verdade, parece que as porras eram armas usadas pelos clérigos, proibidos de usar armas de gume, como as espadas. Nesse sentido, usa-se hoje o diminutivo porre

A norma culta

– Nossa, que horror, essa frase dói no ouvido! – Ué, mas por quê? – Porque não é assim que se diz. – Como “não é assim que se diz”? Se todo mundo diz assim e porque é assim que se diz! – Todomundo diz assim mas o Todomundo fala errado. Muito errado! – Mas o que manda não é o uso? – O que manda é o bom uso. – E como é que eu sei o que é o bom uso? – Ué, consulta uma gramática. – Já me deram esse conselho. Consultei a Nova Gramática da Língua Portuguesa do Pafunciano Picafumo e ele diz que esse meu uso é certo. – Mas precisa ver numa boa gramática. O Pafunciano é um analfabesta. Vai ver na Escafandrina. – Mas se cada gramático diz uma coisa, como é que eu vou saber quem está certo? – Está certo quem descreve o bom uso. – Sim, de acordo. Mas o que é o bom uso ? – O que está descrito nas boas gramáticas, claro! – Você não acha que estamos parecendo um cachorro correndo atrás do próprio rabo? – O bom uso é o das pessoas cultas. Está satisfeito, agora? – E o que é o uso das pessoas culta