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Dicas para tradutores novatos

Não existe um caminho. Há vários, nenhum deles fácil, nenhum deles garantido e cada um de nós traçou e seguiu o seu. O caminho que você vai seguir, só você sabe qual vai ser. Nenhum deles é fácil. Você vai ouvir vários conselhos divergentes. Ouça todos, mas quem vai ter que traçar seu caminho é você. Não tem mágica, não tem receita do bolo, não tem caminho das pedras. Mostre respeito pela profissão e pelos colegas: ninguém ajuda principiantes mal educados. Traduzir não é moleza, não é coisa de “vou pegar uns trampo e descolar um dindim”. Saber muito bem duas línguas é só o sopé da montanha. É só o ponto de partida. Ai, você tem que aprender a traduzir, o que é outra conversa. Aliás, quando começar a traduzir, vai notar que sabe muito mal as duas línguas que achava que sabia muito bem. Mas esse é outro problema. Nem todo bom professor dá bom tradutor e vice-versa. Traduzir é uma coisa, ensinar é outra, por isso que uma atividade se chama “traduzir” e a outra chama “ensinar”. E vice-vers...

Quanto devo cobrar por minha tradução?

Se você entrar num grupo de tradutores na Internet para perguntar quanto deve cobrar por um determinado serviço, há uma bela chance de alguém te recomendar a tabela do Sindicato Nacional dos Tradutores (SINTRA, para os íntimos). É muito interessante. Se você perguntar onde está a tal tabela, o tio Gugu não vai te apresentar tabela nenhuma, mas sim uma página chamada “ Valores de referência ”.  Porque não existe tabela do SINTRA.  Por isso, ninguém, nem agência nem cliente final, é obrigado a pagar aqueles preços e raramente você vai encontrar quem pague aqui no Brasil. Mas, se você investir dois minutos de sua vida em ler a Carta Aberta , do próprio SINTRA, que acompanha a lista de valores de referência, vai ver o seguinte:  “A lista é somente uma referência; não uma tabela. Os valores da lista representam valores brutos, com impostos incluídos, ou seja, de trabalhos finalizados, revisados, e realizados por profissional sênior, não por iniciantes ou pessoas com dedicação ...

Você quer ser tradutor profissional?

Esta é a primeira de uma série de postagens dedicadas aos que pretendem se dedicar à profissão de traduzir. Tenho várias engatilhadas e pretendo publicar uma por semana, entremeando com outros assuntos de interesse para quem traduz. Espero que você goste. Entenda que saber uma língua estrangeira é só o primeiro passo. Você pode saber uma língua estrangeira muito bem, mas isso não significa que você vá poder traduzir bem.  Estude português.  Se você, como a maioria dos candidatos a tradutor, se matou de estudar uma língua estrangeira e não se preocupou muito com o português, prepare-se para estudar português feito doido. Ortografia, crase, uso apropriado do verbo haver, pontuação, essas coisas. Quer você queira, quer não, a maior parte do seu serviço provavelmente vai ser para a o português – e para a norma culta, ainda por cima. Entenda que ensinar é uma coisa, traduzir é outra. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Nem todo professor dá bom tradutor, nem todo tr...

Webinário grátis

Foi uma honra aceitar o convite da Universidade Autónoma de Lisboa, feito através das colegas Isabel Vidigal e Ana Saldanha, a quem agradeço, para apresentar um webinário grátis que ganhou o nome de 3P – Primeiros Passos na Profissão . Vai ser dia 3 de junho 2020, às 18 horas GMT. Lembro que o horário de Brasília é diferente e que, portanto, será às 14 horas, horário de Brasília. É uma palestra direcionada aos iniciantes e candidatos a tradutor. Se você se enquadra, espero sua presença. Clique aqui para se inscrever neste e em outros webinários voltados para nossa classe promovidos pela Universidade Autónoma de Lisboa. Tem muita coisa boa, lá.

Os sete passos

Esta é a primeira das que devem ser as minhas muitas mensagens aos iniciantes e principiantes. Espero que você goste, volte aqui mais vezes, para ler as outras que espero escrever — e avise seus amigos e colegas. A grande maioria dos tradutores trabalha por conta própria, quer como pessoa física, quer como pessoa jurídica. Por um lado, é muito bom. A gente trabalha em casa, com (ou sem) a roupa que quer, calçado ou descalço, não toma condução para ir trabalhar. Ouve a música que quer e, se não quer, não ouve música. Por outro, não é nada bom. Primeiro, tem a parentela insistindo que uma pessoa inteligente como você poderia muito bem arranjar um emprego de verdade, “com carteira assinada”. Tem também a turma que acha que, como você “não trabalha” está sempre livre para deus sabe o quê. Segundo, tem o fato de que não ter um emprego “de carteira assinada” força você a assumir responsabilidades que muitos de nós não estão preparados para aceitar. Montar e administrar seu negócio. Quem é ...